“Villa Air-Bel 1940 “ mostra como intelectuais escaparam das garras de Hitler na FrançaUm jantar na Villa Air-Bel, em 1940, poderia reunir artistas e intelectuais de nacionalidades e estilos distintos. O surrealista francês André Breton era considerado o mais espirituoso e o responsável por organizar os jogos; o romancista belga Victor Serge, ex-bolchevique e acostumado a se esconder, não parava de escrever; o artista plástico alemão Max Ernst, elegante e de olhos azuis, dizia ter um álter ego a quem chamava de Loplop; o pintor russo Marc Chagall era tão famoso quanto Picasso e Matisse, mas vivia duro; a artista salvadorenha Consuelo de Saint-Exupéry era cativante e escalava as árvores do terreno; e, por fim, o americano Varian Fry tinha como objetivo salvar a vida de toda aquela gente.
Um jantar como aquele era a reunião de refugiados políticos que esperavam uma chance para deixar uma França ocupada pelo nazismo. Essa história está relatada em Villa Air-Bel 1940 - O refúgio da intelectualidade europeia durante a Segunda Guerra Mundial, (Rocco, 525 páginas, R$ 66) livro de autoria da poetisa canadense Rosemary Sullivan.
- Eu chamo o livro de uma coletânea de biografias. Eu queria escrever sobre as histórias de todas aquelas pessoas e juntá-las. Eram pessoas estranhas entre si que acabaram reunidas pela guerra – diz a autora.
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